LIVRE – ELEIÇÕES PRIMÁRIAS (NOVEMBRO DE 2021)

Rui Tavares
Uma decisão e as suas razões

Caros amigos, caras amigas:

Escrevo para vos dizer que serei candidato nas primárias do LIVRE às próximas eleições legislativas, por que razões, e de que forma podem ajudar esta candidatura.

No momento em que estamos, quem quer que o país mude tem de avançar. E eu quero que o país mude. Quem tem as ideias de que o país precisa, tem a responsabilidade de as propôr. E eu acredito ter algumas dessas ideias.

De que precisa o país?
o país precisa de uma nova cultura de diálogo e compromisso. Andar a pôr todo o peso em negociações orçamentais, sem uma folha de rota para o país, não é vida. Dissemo-lo em 2019, depois da maior maioria eleitoral e parlamentar da esquerda desde o 25 de abril: o que era preciso era que todos os partidos dessa maioria se sentassem à mesa para construírem em conjunto um programa de legislatura. Negociações à alemã, se quiserem chamar-lhe assim: multipartidárias, multilaterais, com um horizonte de vários anos com participação da sociedade civil e escrutínio cidadão. Hoje, todos nos dão razão. Mas dar razão não basta. Só um voto no LIVRE passa a mensagem sobre a cultura de diálogo e compromisso, social, progressista e ecológica, de que o país precisa.
O país precisa de uma política que dê respostas muito concretas às questões mais prementes da vida das pessoas no atual momento. Os nossos desafios já eram grandes e são agora maiores. Como é possível que Portugal continue a viver numa armadilha de salários baixos e más condições de trabalho, que faz com que os nossos mais qualificados estejam sempre sobre a pressão de emigrarem e já não conseguirem voltar? Como é possível que Portugal continue a ser um dos países onde se vive com mais desconforto térmico nas nossas casas e locais de trabalho?  Como é possível que haja uma fratura entre uma geração que conseguiu comprar casa, em boa medida porque teve estabilidade profissional e uma geração que não tem dinheiro para ter casa própria e que porque não tem estabilidade de emprego nem sequer consegue pedir emprestado para comprar casa? Estas são perguntas às quais o LIVRE tem respostas. A resposta está em construir para o nosso país uma economia do conhecimento, de alto valor acrescentado e maior produtividade que sustente salários mais altos, que por sua vez garantem uma Segurança Social mais forte e serviços públicos de maior qualidade, que não deixa ninguém para trás. A resposta está num Novo Pacto Verde e num programa que reembolse todos os gastos na preparação dos edifícios para um conforto térmico ecológico e sustentável, um caro agora que sai barato no futuro. A resposta está num programa de apoio à compra de primeira casa no qual o Estado comparticipa a entrada para o empréstimo e fica com a percentagem correspondente do imóvel até à devolução desse dinheiro no prazo de x anos. Estas é o começo de resposta que dá futuro às pessoas, que lhes dá mais conforto e reconhece dignidade, que emancipa e liberta. Estas são as respostas de uma esquerda verde europeia, que sabe que já não vivemos no século XX.
O país precisa de uma visão a longo prazo para si mesmo, na europa e no mundo. precisa de um grande debate nacional acerca de um novo modelo de desenvolvimento, a consensualizar entre todos nós e a ter início já nesta década. No passado, a meta da convergência com a média da União Europeia era suficiente para alimentar os sonhos e as esperanças da geração dos meus pais e dos meus irmãos mais velhos. Aquilo que eu vejo com a geração das minhas sobrinhas e dos meus filhos é que isso já não chega. A convergência com a média da UE é jogar para o empate e acabar a perder. Aqui de que nós precisamos é de um modelo de desenvolvimento que tire partido das nossas condições únicas para se tornar Portugal numa sociedade e numa economia de alto desenvolvimento e até de uma certa vanguarda no plano europeu e global, que tire partido da nossa biodiversidade e das nossas condições naturais únicas para nelas  desenvolver uma agricultura e um turismo de alta qualidade. Que tire partido das nossas condições sociais, da nossa base educacional, da valorização dos nossos trabalhadores e pessoas para criar uma nova cultura de gestão pública e privada com maior respeito e equilíbrio pelos tempos de trabalhos, mais produtiva, e com maior valor acrescentado. Que tire partido do nosso posicionamento na União Europeia e no mundo para fazer de nós um eixo de inovação social e ecológica na economia global.
O momento para o fazer é agora. Aproximamo-nos dos 50 anos do 25 de Abril; é hora de fazer os grandes debates de que o país precisa para preparar o futuro.
Como podem vocês ajudar? Procurando em www.partidolivre.pt mais informação sobre o processo de primárias do LIVRE, inscrevendo-vos para votar, e considerando a hipótese de apresentarem também a vossa candidatura. Acompanhando as ideias do LIVRE, ajudando a divulgá-las, e participando no processo de finalização do programa, que decorrerá até ao Congresso de 11 e 12 de dezembro, em Oeiras. E, finalmente, apoiando publicamente o LIVRE.

Nas próximas eleições, o LIVRE é o único voto à esquerda que não deixa tudo na mesma, mas que permite construir uma maioria social, progressista e ecológica para Portugal. E todos nós temos um papel a desempenhar.

Estamos juntos,

Rui

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