COISAS DO EPHEMERA – SARAH BERNHARDT EM LISBOA

“Do Núcleo de Viana do Castelo têm chegado dezenas de almanaques, que ficam à guarda do Núcleo do Tempo do maior arquivo privado do país.No Almanaque do jornal O Dia para 1906, é publicada uma entrevista concedida a 7 de Agosto de 1905, há precisamente 121 anos, por Sarah Bernardt ao jornalista Santos Tavares.
Vinda do Sud-express, de Paris, estava hospedada no Grande Hotel Internacional, hoje Avenida Palace, adjacente à Estação do Rossio.
Em trânsito para a Argentina e Uruguai, a atriz francesa fala da rivalidade com uma colega, Julia Bartet (1854 – 1941), agraciada com a Legião de Honra; de nunca mais ir ao Brasil, por ser supersticiosa e ter “quase morrido” da última vez que lá esteve; e da impressão positiva mas perturbadora que lhe fazia a ponte de Brooklyn, em Nova Iorque, inaugurada em 1883.
Sarah Bernhardt (1844 – 1923), foi considerada por alguns “a mais famosa atriz da história”. Veio quatro vezes a Portugal, durante as suas tournées, em 1882, 1888, 1895 e 1899. Foi referida por alguns dos mais importantes escritores portugueses seus contemporâneos, como Ramalho Ortigão, Eça de Queirós e Fialho de Almeida. O caricaturista Rafael Bordalo Pinheiro, abordou por várias vezes a sua figura.
Francisco Santos Tavares (1876 – 1943) foi jornalista e diplomata. Como jornalista trabalhou no Dia, Vanguarda, Imparcial e Mundo. Ingressou na carreira diplomática, sendo nomeado para o Rio de Janeiro em 1911 e no ano seguinte para Viena. Em 1926, foi nomeado embaixador em Estocolmo e dois anos depois foi para Haia. Além da sua vida diplomática, foi Comissário do Governo junto do Teatro Nacional D. Maria II. Escreveu poesia e teatro. Traduziu várias peças e romances e fez crítica teatral nos jornais.”

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