

“in Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro para 1868, acervo do Arquivo Ephemera, no seu Núcleo do Tempo. “A caudata” ou “a rabuda”, assim ficou conhecida Beatriz ou Brites de Castela (Toro, 8 de março de 1293 – Lisboa, 25 de outubro de 1359) infanta do Reino de Castela e Leão e rainha de Portugal entre 1325 e 1357. Mãe de D. Dinis.
Ao abordar a morte de D. Brites, Frei Francisco Brandão, em Monarquia Lusitana, observa ter sido ela a primeira “que em Portugal introduziu as cotas de rabo, ou caudatas, vestidura de que usaram até o tempo dos nossos pais as maiores Princesas & Senhoras; & como na frugalidade do nosso Portugal naquela idade se estranhou o traje por não costumado, deram titulo de rabuda à introdutora dele”.
Texto integral na Estação Cronográfica.
O texto do Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro, de 1868, confunde duas rainhas portuguesas de nome ‘Brites’, ambas de Castela’, ao atribuir à mãe de Dom Dinis (a caudata) dados que pertencem a uma homónima, sua neta por afinidade (D. Beatriz de Castela: Toro, 8 de março de 1293 – Lisboa, 25 de outubro de 1359), esposa de D. Afonso IV e mãe de D. Pedro I. Embora também se chamasse Beatriz e viesse de Castela, a pioneira do traje satirizado pelo povo português foi a avó do Bravo e não a sua consorte.
(Ricardo Pinto Soares)